domingo, 28 de setembro de 2008

O meu pau do nariz.

Para quem não sabe, na terça feira passada, dia 23, fiz uma cirurgia no meu nariz para corrigir um desvio de septo que eu tinha e que prejudicava muito respiração, principalmente nas minhas noites de sono e treinos. Fiquei muito contente em ter a oportunidade de fazer essa correção, até porque aproveitei também e deixei meu nariz com um formato mais "padrão" digamos assim .

Minha recuperação está sendo ótima e hoje vou ao médico para tirar o gesso do nariz para finalmente poder sair de casa e me socializar mais! Apesar de ter sido avisado a mim que eu teria que ficar um mês sem Parkour (é muito pra quem em quase 3 anos de treino mal ficou uma semana sem fazer algum treino voltado pro Parkour) e umas 3 semanas pra voltar a um treino mais voltado pra fortalecimento, não me arrependo de ter feito umas barras e flexões ontem aqui em casa, estou me sentindo muito melhor e bem disposto. Não que eu aconselhe alguém na minha situação a fazer isso, mas eu tava analisando a situação aqui e cheguei a pergunta "porque não?" . É engraçado porque tudo hoje em dia eu ja penso em como seria em uma situação real, sendo assim, se eu estivesse em uma situação real hoje que eu precisasse usar esforço fisico para sair dessa situação, mesmo com o nariz ainda não recuperado, como é que eu faria? Falaria: vou morrer, pq meu nariz ta operado e tal?? Esse pensamento logo me levou a fazer uns exercicios aqui, e por consequencia tirar essa minha dúvida...e quanto ao nariz, continua o mesmo =)


Isso é uma coisa que até eu tava conversando com meu amigo Beto uma dia desses, pois ele passou por uma situação semelhante onde teve que parar um tempo de treinar por conta de uma fratura no dedo na mão, e logo que tirou o gesso sentiu essa mesma vontade que eu de "não dar um tempo" haha. Não falo que é certo isso, mas também não falo que é errado, mas acho que tudo que você faz tem que ser com conciencia. É claro que não vou chegar ali daqui a pouco em mandar uma pirueta lateral de cima da moita, porque sinto que não estou preparado ainda para fazer isso com o nariz nesse estado....Mas sério, nenhum médico no mundo vai me convencer de que eu não posso fazer minhas barras e flexões aqui em casa por conta de um "nariz quebrado" a alguns dias atrás, simplesmente isso não entra na minha cabeça. Eu andei pesquisando sobre oque acontece quando a pessoa em meu estado se exercita, e realmente tem o problema da dilatação que o nariz sofre quando se pratica atividades físicas. No final das contas isso me rendeu de negativo só orificio esquerdo um pouco entupido que comparado ao que rendeu de positivo não significa nada.


Enfim, espero poder voltar aos treinos de Parkour o quanto antes. Estou muito motivado como a muito tempo não me sentia, e espero que isso renda bons frutos no futuro =D


Bons treinos!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Não está acabado, até que esteja terminado.


Hoje eu tava lembrando de uma cena do filme "Rock Balboa", em que Rock da uma lição de moral em seu filho:


"O mundo não é feito de arco-iris. O mundo é um lugar ruim e duro, e não importa o quão forte seja, a vida vai coloca-lo de joelhos. Ninguém vai bater mais forte do que a vida. O que importa não é o quanto você bate e sim o quanto agüenta apanhar e continuar tocando a vida, o quanto você pode suportar e seguir em frente."



Andei pensando, no Parkour temos que ter muito desse espírito. Muitas vezes, e normalmente mais as pessoas que estão começando, se sentem muito desmotivadas ou assustadas por se depararem com todo o caminho que terão que percorrer para chegar a um nivel desejado. Bom, o que eu tenho a dizer é que realmente é um caminho bem chato, e na verdade não sei dizer se é mais dificil ganhar oque deseja, ou manter oque ja ganhou, pois quando você ja alcançou um determinado nivel, é muito facil relaxar, se sentir desmotivado, e acabar regredindo, principalmente para alguém que não tem propósito real no que faz. Nunca pode ser importante quantas vezes você tenha que errar, quantas vezes você tenha que criar calos nas mãos, quantas vezes você se sinta fraco, quantas vezes você tenha que sentir dor após um treino, o que vai fazer a diferença no final das contas será sua motivação de apenas continuar treinando, dia após dia, subindo um degrau de cada vez, sem pressa, aproveitando e tirando lição de cada momento, o famoso "enjoy the moment". Acho que esses momentos dificeis são muito especiais, pois eles te fazem sentir vivo, sentir que se você não aguentar o tranco, ninguem vai aguentar por você. Eles te fazem lembrar do porque de você estar ali, seguindo esse caminho, das suas escolhas, de quem é você. A vida ta ai para vivermos ela assim como o Parkour, nada disso é claro sendo feito só de flores, tudo tem seu preço, e como ja diria um amigo meu: "se você não esta disposto a errar, você não está preparado para acertar"


Bom, talvez oque eu esteja falando aqui seja serio demais para alguns que não levam o Parkour tão a serio como eu levo, mas que levem isso pra vida então, pois isso funciona pra qualquer coisa, para a vida, como mesmo disse o Rock.


bom, da pra falar bastante coisa ainda, mas ja deu..


Abraços


Pedro Santigas

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Janeiro? ahh Janeiro

Esse mês que passou foi um mês e tanto quando se fala em Parkour e amizade. Pude com certeza aprender muita coisa sobre Parkour e sobre a vida também. Acho que são sempre momentos únicos quando recebemos pessoas de outros lugares e podemos aprender com elas, compartilhar idéias e experiencias, ainda mais quando são pessoas com uma visão legal da vida e um bom conhecimento de coisas. Eu não tenho uma foto com o Thiago la de Belém aqui, mas acho que ele nem iria querer. Na verdade acho que ja to lascado só de citar o nome dele aqui haha. Mas foram momentos bem legais, bons treinos, bons papos, bons GIROS! Enfim, espero que momentos assim possam sempre acontecer, porque eles são de muito valor.

Só a visita desse rapaz ja foi praticamento o mês todo, porém ainda teve tempo pra mais uma aventura la em Sampa manô! haha Puts, essa viagem com certeza foi uma das melhores, pessoalmente falando. Fiquei uma semana por la, então dessa vez deu tempo de fazer varias coisas, estar com varias pessoas, treinar em dobro. Me hospedei em 4 lugares diferentes!
Porém tenho que chamar a atenção para os dias em que estive hospedado la na casa do Jean com Johann Vigroux, Daniel Ilabaca, Chase Armitage e Chris Ilabaca. Pude ter uma noção legal da visão deles em relação ao Parkour, foram muitas conversas, piadas(esse humor inglês viu), e treinos também. O legal de conhece-los foi perceber um pouco do propósito deles em treinar, eles tem uma visão muito ampla em relação ao que praticam, onde o Parkour acaba sendo apenas um ingrediente para oque eles se propoem a fazer.


Uma das coisas mais legais que eu escutava todos os dias Danny falar para quem estava a sua volta, era pra que não olhassem para ele, e sim para si mesmos, oque faz muito sentido. Ninguem tem que treinar para ser igual a ninguem, acho que todos temos que encontrar nosso próprio caminho. Nesse ultimo mês eu fui muito ao ginásio treinar mortais e variações, e senti que isso foi ótimo pra mim, ganhei mais confiança, mais controle etc...porém falo com toda a convicção mais uma vez, que esse não é meu estilo, e nunca vão me ver investindo muito nisso, mas também não quer dizer que eu não vá treinar isso de vez em quando.


Não sei bem como definir isso, mas a cada dia que passa eu estou descobrindo mais e mais qual é o meu caminho, e vendo que esse caminho tem mais haver com o ser forte, durar, e também poder passar isso adiante. Me vejo mais nisso justamente porque isso se encaixa no "porque" de eu treinar. Então acho que antes de qualquer pessoa começar algum tipo de treino ela deve se perguntar porque esta fazendo aquilo, para dar sentido ao que esta fazendo. Tenho pensado muito nisso mesmo antes dessa viagem pra São Paulo, quando meu amigo Thiago de Belem ainda estava por aqui compartilhando um bom açai e um imagem-ação conosco haha. Enfim, acho que de tudo, isso que o Danny falou foi oque mais me chamou atenção, que cada um deve fazer seu próprio caminho, que é exatamente oque ele faz, e muito bem.


Bom, se eu for ficar falando tudo que eu aprendi nesse mes, todos os momentos e detalhes, esse post não vai acabar nunca, mas basicamente é isso...então fico por aqui.

abraços e bons treinos!

Pessoal em uma pizzaria de São Paulo