Fica ai um registro do meu Parkour no mês de Janeiro. Estive com meu amigo Mauricio treinando e experimentando filmagens. Tenho muitas cenas da minha Viagem ao Reino Unido e estou editando algo para deixar como registro em breve.
domingo, 23 de janeiro de 2011
domingo, 14 de novembro de 2010
España
Tenho vivido experiências incríveis desde que cheguei a Espanha a pouco mais de duas semanas atrás. Mesmo tendo passado apenas por Madrid Toledo e Barcelona, tive oportunidade de compartilhar muitas coisas boas com todos que encontrei por aqui. No momento estou em Madrid novamente após ter passado uma semana em Barcelona conhecendo lugares e pessoas. O povo espanhol me lembra muito o povo brasileiro em muitas coisas. O pessoal do MADD (Madrid Arte do Deslocamento) me recebeu super bem, no primeiro dia eu já me sentia em casa, como se estivesse treinando ao lado de alguns companheiros de Brasilia como Milano, Leo, Manoel. O pessoal aqui tem um senso de humor muito parecido com o dessa galera, não dispensam boas palhaçadas. Porém ao mesmo tempo são jovens muito comprometidos com o Parkour, treinam sério e colocam paixão no que fazem em busca do auto-conhecimento. Em sua maior parte são jovens entre 18 e 19, e alguns poucos mais velhos sobreviventes da velha guarda.
Acho curioso como praticantes mais novos, de até 20 anos de idade normalmente possuem uma energia que as vezes parece ser inesgotável. Tenho 25 anos agora, longe de me considerar velho, porém sinto que estou em uma energia diferente de quando iniciei meus treinos. Não tenho mais tanta ansiedade por auto-descoberta como eu tinha no começo. Acredito que seja possivel descobrir e aprender coisas novas até o dia em que formos embora deste mundo, porém vejo que a vida é feita de fases. Acredito eu estar em uma fase em que descobri o suficiente sobre minhas capacidades para parar e olhar para novas direções, sinto mais necessidade em conservar o que tenho o quanto eu puder e talvez usar isso para algum bem maior, compartilhar.
Mas estar com o pessoal daqui me fez voltar lá atrás no inicio dos meus treinos, quando eu não tinha muita certeza ainda do que podia fazer, testava o corpo com mais frequência. Voltei a tentar coisas mais distantes, puxar a potencia ao limite, coisa que eu não venho fazendo muito, pois tenho focado em coisas mais técnicas já a algum tempo. Me sinto como nos velhos tempos, o dia todo perambulando pelas ruas, voltando pra casa parecendo um mendigo com as mão parecendo a sola de um sapato de tão calejadas, e acordar no outro dia só o pó da mandioca. Me sinto forte como nos velhos tempos, confiante em cada movimento, me sinto vivo.
Confesso que apesar de toda essa gente boa em Madrid gente e todos esses picos maravilhosos, me senti mais atraído por Barcelona. São picos diferentes, que me lembram muito Brasilia em alguns momentos, de maneira geral não são coisas tão visíveis e só com um bom olho se consegue achar algo. Bom talvez eu tenha sido atraído mais por Barcelona pelo fato de estar situada na costa, e eu como um típico Brasiliense fico louco quando vou a praia, ainda mais estando em uma cidade com tanta riqueza cultural como a capital da Catalunya. Definitivamente quero voltar algum dia.
No treino de ontem tive a oportunidade de conhecer uma praticante da Grecia que estava visitando a Espanha. O nome dela é Maria Raptaki, confesso que não a conhecia nem de nome, mas pelo que observei ela parece ser uma grande referencia para as garotas! Assisti alguns de seus vídeos, que são muito bons. Ela mencionou a mim que muita gente do Brasil costuma adicionar ela no facebook. Foi bem simpática.
Tenho gravado muitas coisas com uma pequena filmadora que comprei em Londres, talvez em um futuro próximo eu edite algo para deixar de recordação. Depois de amanhã estarei seguindo para França onde ficarei por alguns dias. Tenho medo só de imaginar o frio que deve estar la agora, se aqui em Madrid que é mais pro sul já está frio. Porém espero aproveitar bem o tempo la assim como tenho feito por aqui. Bom, mas isso é papo para uma próxima postagem.
Paz.
sábado, 9 de outubro de 2010
Depois de algum tempo vivendo o Parkour...

Depois de algum tempo vivendo o Parkour, ha um momento em que você passa a respirar o ar com maior intensidade, enxergar as coisas a sua volta com maior clareza. As duvidas sobre as quais você sempre permaneceu, agora já não fazem mais parte do seu dia-dia. Se antes você duvidava sobre coisas que o seu corpo sempre pode fazer, hoje você se sente incapaz de parar de se mover, ou incapaz de simplesmente deixar com que outros lhe digam em qual forma você deve se mover, movimento padrão. Talvez todos nos estejamos condenados a conviver com isso para o resto de nossas vidas. Talvez tenhamos nos despertado de um sono em que voltar a dormir signifique regredir, apodrecer.
Algo que talvez represente isso muito bem seja caminhar em uma floresta fechada, onde mal se vê o azul do céu e as cores das folhas, e após subir uma montanha, enxergar toda a floresta pelo lado fora, enxergar os raios solares nos refletindo o real verde da mata e tambem os pássaros voando livremente sobre a imensidão. Talvez seja impossível permanecer sempre no topo de uma montanha observando essa paisagem, pois precisamos descer para continuar a caminhada. Mas caminhar sobre as montanhas nos permite enxergar o que é real. Talvez a floresta represente a nossa vida, e praticar o Parkour seja como subir em uma montanha e enxergar toda a verdade sobre a floresta. A floresta nunca mais volta a ter o antigo significado, o antigo valor.
Vivemos em um mundo doente, e talvez nos mesmos sejamos a doença, mas sinto que algumas coisas que fazemos na vida deixam de nos colocar na posição de doença e nos transformem em cura. E acredito que o Parkour é uma dessas coisas. Parkour é só um simples nome que representa muito mais que simplesmente o original significado da atividade, Parkour pode ter milhares de outros nomes espalhados por esse mundo, e tem. Parkour é descoberta, é liberdade e transformação. Impossível que se entenda sem experienciar. Mas nem todos estão preparados para essa transformação, alguns permanecerão em seu sono ate o fim de suas vidas.
O ser humano é o único animal que sabe que um dia ira morrer, e isso faz com que cultivemos o medo. Cultivar o medo significa adormecer para a vida, viver o que é ilusorio. Não tenha medo, permaneça acordado, viva o que é real.
domingo, 8 de agosto de 2010
ADAPT days.
Finalmente os dias de ADAPT acabaram, e posso descansar um pouco. Foi uma semana muito intensa, tanto para o meu corpo quanto para minha mente. Foram 4 dias oficiais de ADAPT. Muita informacao indo e vindo e muita pratica fizeram com que minha energia se esgotasse. Mas felizmente nao poderia ter sido melhor, aprendi muito!
O primeiro dia foi o mais chato apesar de necessario, tivemos aulas de primeiros socorros e tambem de como se comportar perante criancas e mulheres. Aqui no Uk eles sao muito neoroticos com esse lance de abuso, eh possivel exergar isso no dia-dia aqui em Londres. Nos dias seguintes entramos no que realmente interessa, o Parkour.
Muita gente deve pensar que voce precisa ter um nivel altissimo de Parkour para fazer um ADAPT, mas na verdade eh nada mais nada menos que um curso que vai te preparar para instruir um iniciante. Como aborda-lo, como administrar um treino, tipos de exercicios, carga e por ai vai...Nesse aspecto creio ter aprendido bastante. Muita gente com um nivel alto de parkour as vezes nao consegue instruir da forma correta um iniciante, e eh essa a proposta do ADAPT para quem nao sabe. Bom, eu nao vou ficar aqui detalhando muito como eh o ADAPT, mas acho legal ao menos deixar claro sobre a proposta principal.
As sessoes de ADAPT comecavam todos os dias pela manha e so terminava ao final da tarde, sendo que a noite ainda tinhamos que ir em alguma aula da PKGen para ajudar a instruir, como uma especie de estagio, que mesmo agora apos o ADAPT eu continuarei fazendo junto ao pessoal da PKGen.
Foi uma otima oportunidade para conhecer novos tracers. Tinha gente dos EUA, da Russia, da Irlanda e do proprio Uk, mas vindo de outras cidades. Tive a oportunidade tambem de conhecer o Jason, da antiga TCT. Para quem nao sabe, o Jason fazia parte da galera oldschool do Parkour aqui na Inglaterra, junto com Jin, Owen, Blane...Ele eh uma pessoa super amigavel com quem criei amizade facilmente, e espero ve-lo mais vezes por aqui.
Tive a oportunidade tambem de finalmente conhecer o Forest, foi ele quem esteve com agente no ultimo dia de ADAPT fazendo as avaliacoes. Ninguem melhor que o Forest e sua voz medonha ahahah. Tirando que eh cara eh praticamente um armario. Eu e o Jason fomos dispensados do exame pratico, pois alegaram que ja tinham nos avaliado e que nao precisariamos passar por essa avaliacao. Fiquei bem contente, pois foi algo que eu nao esperava.
Ao final do ultimo dia de ADAPT, eu e o Jason fomos junto com o Forest para auxilia-lo em um treino outdoor. No caminho paramos para lanchar num Cafe, e ficamos um tempao tendo uma discussao bem filosofica sobre coisas profundas da vida, foi bem legal compartilhar um pouco de ideias com esses dois, e engracado tambem. Forest vai ser pai no mes que vem, e ele contou pra gente um pouco da sensacao e dos planos. Depois disso fomos para a aula. Esta sendo muito bom essa experiencia de ajudar a instruir iniciantes nas aulas da PKGen, estou aprendendo muito. Nesse dia a classe foi separada em dois grupos, e eu fiquei para ajudar no grupo do Andy, e o Jason ficou no grupo do Forest. Ao final nos despedimos e fui com o Jason para a estacao de metro refletindo sobre o dia e sobre o treino.
Agora aqui estou no meu fim de semana de folga, recuperando meu corpo e minha mente e nessa proxima semana estarei de volta aos treinos. Volto em breve com mais novidades.
Ate breve! Bons treinos.
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